segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Partidário I




Pintava com facas
Disfórico
Apetite do ínfimo
Vontade de apagar
A trama da tela
Do nada
O humano
É irresistivelmente
Pessimista

(Poema de Shirleide Valença de Lima)

sábado, 20 de julho de 2013



Dias ao leste
Da muralha da China
Invertebrados
Dor de ser
Intransponível
Mundo à parte
Outra margem
De um outro rio

(Poema de Shirleide Valença de Lima)

Recobrar-se




Lágrimas
de papel queimado

Iluminam a noite
Luto

Eclipse
Finalização
Relutante

Em nome
do pai
Luta

Retorno
Indulto sobre
o Sistema Límbico
Salutar

(Poema de Shirleide Valença de Lima) 

TRI



Dos pares, não só o de piercings
— siliconados alargadores —,
Também o mui cartilaginoso
de orelhas de abano
Que todo e qualquer calhamaço
de encadernada crustoderme, nunca
Jamais possuíra, a não ser
na protética forma
De uma flácida e removível
sobrederme de papel



BARBAS


Barbas ou o que há de pelos
Entre o que há de pelos antes
Ou qual for a perspectiva
Depois delas de molho a
Saber as costeletas de porco
E o que há de pelos depois
Ou qual for a perspectiva
Antes delas de bode a
Saber le cavaignac du diable



I

Khan tártaro com muitíssimo
de seu xará calcário e incrustadiço
entre os amarelados — seus poucos

dentes?

II

Cã tatarlar com não menos tocaios
seus grisalhos e inúmeros fios
por entre os ensebados — seus pentes

de osso?

III (Coda)

& a genghivite
do mais notório
khan mongol
quando também
já encanecido?

(Poemas de Fabrício Slaviero)