O Laboratório de Criação Poética é um programa elaborado com o objetivo de apresentar conceitos teóricos sobre a poesia e desenvolver exercícios práticos de criação, com a aplicação de conceitos de Edgar Allan Poe, Charles Baudelaire, Stéphane Mallarmé, Ezra Pound, Vladimir Maiakovski, Haroldo de Campos e Paulo Leminski, entre outros autores. O curso, que pretende estimular os alunos a pensarem a poesia de maneira crítica e aprofundada, é dividido em vários módulos, em sequência continuada, e inclui bibliografia e apostilas, com apoio da internet para a divulgação de avisos e resumos das aulas, na página http://labcripoe.blogspot.com/. Um módulo básico do curso, dividido em três aulas, será realizado nos dias 02, 09 e 16 de dezembro, das 19 às 22h, na Casa das Rosas, Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, localizada na Avenida Paulista, n. 37.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
UM ESTÍMULO À IMAGINAÇÃO E À CRIATIVIDADE PELO TRABALHO POÉTICO
O Laboratório de Criação Poética é um programa elaborado com o objetivo de apresentar conceitos teóricos sobre a poesia e desenvolver exercícios práticos de criação, com a aplicação de conceitos de Edgar Allan Poe, Charles Baudelaire, Stéphane Mallarmé, Ezra Pound, Vladimir Maiakovski, Haroldo de Campos e Paulo Leminski, entre outros autores. O curso, que pretende estimular os alunos a pensarem a poesia de maneira crítica e aprofundada, é dividido em vários módulos, em sequência continuada, e inclui bibliografia e apostilas, com apoio da internet para a divulgação de avisos e resumos das aulas, na página http://labcripoe.blogspot.com/. Um módulo básico do curso, dividido em três aulas, será realizado nos dias 02, 09 e 16 de dezembro, das 19 às 22h, na Casa das Rosas, Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, localizada na Avenida Paulista, n. 37.
sábado, 28 de novembro de 2009
BIBLIOGRAFIA PARA O CURSO DE NEOBARROCO
ÁVILA, Affonso: O lúdico e as projeções do mundo barroco. São Paulo: ed. Perspectiva, 1994.
BRACHO, Coral. Rastros de Luz. São Paulo: Olavobrás, 2004.
BUENO, Wilson. Mar Paraguayo. São Paulo: Iluminuras, 1992.
CAMPOS, Haroldo de. A operação do texto. São Paulo: Perspectiva, 1976.
CHIAMPI, Irlemar. Barroco e modernidade. São Paulo: Perspectiva, 1998.
DANIEL, Claudio. Jardim de Camaleões, A Poesia Neobarroca na América Latina. São Paulo: Iluminuras, 2004.
HATHERLY, Ana. A experiência do prodígio — bases teóricas e antologia de textos-visuais portugueses dos séculos XVII e XVIII. Lisboa. Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1983.
HATHERLY, Ana. A casa das musas. Lisboa: Editorial Estampa, 1995.
HOCKE, Gustav René. Maneirismo: o mundo como labirinto. São Paulo: Perspectiva, 2005.
JIMÉNEZ, Reynaldo. SOSA, Victor. Shakti e Outros Poemas. São Paulo: Lumme Editor, 2006.
LIMA, Lezama. A Expressão Americana. São Paulo: Brasiliense, 1988.
PAZ, Octavio. Sóror Juana Inés de la Cruz --- As Armadilhas da Fé. São Paulo: Mandarim, 1982.
PERLONGHER, Néstor. Caribe Transplatino. São Paulo: Iluminuras, 1990.
SARDUY, Severo. Escrito sobre um Corpo. São Paulo: Perspectiva, 1979.
SOSA, Victor. Sunyata. São Paulo: Lumme Editor, 2006.
SPINA, Segismundo: Presença da literatura Portuguesa I (Era medieval). São Paulo: Difusão européia do livro, 1974.
BRACHO, Coral. Rastros de Luz. São Paulo: Olavobrás, 2004.
BUENO, Wilson. Mar Paraguayo. São Paulo: Iluminuras, 1992.
CAMPOS, Haroldo de. A operação do texto. São Paulo: Perspectiva, 1976.
CHIAMPI, Irlemar. Barroco e modernidade. São Paulo: Perspectiva, 1998.
DANIEL, Claudio. Jardim de Camaleões, A Poesia Neobarroca na América Latina. São Paulo: Iluminuras, 2004.
HATHERLY, Ana. A experiência do prodígio — bases teóricas e antologia de textos-visuais portugueses dos séculos XVII e XVIII. Lisboa. Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1983.
HATHERLY, Ana. A casa das musas. Lisboa: Editorial Estampa, 1995.
HOCKE, Gustav René. Maneirismo: o mundo como labirinto. São Paulo: Perspectiva, 2005.
JIMÉNEZ, Reynaldo. SOSA, Victor. Shakti e Outros Poemas. São Paulo: Lumme Editor, 2006.
LIMA, Lezama. A Expressão Americana. São Paulo: Brasiliense, 1988.
PAZ, Octavio. Sóror Juana Inés de la Cruz --- As Armadilhas da Fé. São Paulo: Mandarim, 1982.
PERLONGHER, Néstor. Caribe Transplatino. São Paulo: Iluminuras, 1990.
SARDUY, Severo. Escrito sobre um Corpo. São Paulo: Perspectiva, 1979.
SOSA, Victor. Sunyata. São Paulo: Lumme Editor, 2006.
SPINA, Segismundo: Presença da literatura Portuguesa I (Era medieval). São Paulo: Difusão européia do livro, 1974.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
CURSO NA CASA DAS ROSAS EM DEZEMBRO
O Laboratório de Criação Poética realizará um curso na Casa das Rosas nos dias 02, 09 e 16 de dezembro, das 19 às 22h. Serão abordadas questões teóricas sobre a poesia, com exercícios de criação poética. Haverá bibliografia e apostilas para os alunos. As inscrições podem ser feitas no local, Avenida Paulista, n. 37, ou pelo tel. (11) 3285-6986 ou 3288-9447.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
SARAU DO LABORATÓRIO (XI)
CIRANDA-ESCARAVELHO
I
Saúva noite
eriçada de estrelas
em sua cíclope íris diadorim
alveja arqueira o que for
desembocadura de nós
no rasgar das máscaras em destilação.
Em instrumento de sopro
ela me sola e improvisa
verbena,verbena,verbena
tua turmalina
ora verde
ora negra
espessa e acre
ressoa em mergulhos
mantra solares
revoada de cascatas
ao arpejo do bandolim
que me escava
II
Teu corpo
lona verde ainda
origami de minha malícia
vou e volto
eterno retorno
deste agora
na colisão dos sons
para cada lado
cores dos sábados em fuga
Dança perdida que emerge
ao beijo deste redemoinho
Esferas que uma a uma
do bilhar de olhares
minha e tua
candeeiro de mil igrejas
adentram pelos cantos da memória
(Poema de Victor Brum Calaça)
I
Saúva noite
eriçada de estrelas
em sua cíclope íris diadorim
alveja arqueira o que for
desembocadura de nós
no rasgar das máscaras em destilação.
Em instrumento de sopro
ela me sola e improvisa
verbena,verbena,verbena
tua turmalina
ora verde
ora negra
espessa e acre
ressoa em mergulhos
mantra solares
revoada de cascatas
ao arpejo do bandolim
que me escava
II
Teu corpo
lona verde ainda
origami de minha malícia
vou e volto
eterno retorno
deste agora
na colisão dos sons
para cada lado
cores dos sábados em fuga
Dança perdida que emerge
ao beijo deste redemoinho
Esferas que uma a uma
do bilhar de olhares
minha e tua
candeeiro de mil igrejas
adentram pelos cantos da memória
(Poema de Victor Brum Calaça)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
SARAU DO LABORATÓRIO (X)
Matéria do sonho
Chão vermelho,
Desterro,
Rastro de memória
de um sonho esquecido (querido)
Na noite infans
Terra quente
Fértil de lembranças,
Insígnias,
Já não mais existência
Traço, ausência.
(setembro de 2009)
Mamateridade
Pés de lixa
Acariciam
O sono
Cheiro de fêmea
Guardado
Para poucos
- Exala....
Leite mina
E invade a fome
Espirram células
Que farão
Parte de mim
Marcas uma alma
Que se tornará
Clara,
Achatada,
Sem lembranças.
Tocas o que se perdeu
Na memória incompreensível
Guardas no corpo
Aquilo que já fui um dia
Sem saber da existência
Banha-me,
Raivosa,
Deixa escapar
Me tornas o que és
Me entornas
Com teu corpo.
(outubro de 2009)
Restos
Gemidos lambem
a memória
Teria sido real?
Cortinas camuflam
o tempo
Passagem para onde?
Espaços estihaçados
pela impermanência
Caminho para a dissolução?
Trincas no futuro
Reformas no presente
Ponte sobre um
rio?
* * *
A lua me invade com o seu grande olho
Entra e explode meus ossos
Joga com as horas
E me acompanha por dentro
Quando fui outra
Tornei-me meia
Inteira
Dúzia
Cheia
Mingua seu jorro
Suor sobre mim
Mistura matéria à espada
Histórias que vê e esconde
Quando fui eu
Serenei-me farta
Longa
Deusa
Nova.
Irradia seu dragão
Lança chama nos fantasmas
Luz ofusca breu
E insiste em se repetir
(outubro de 2009)
(Poemas inéditos de Fabíola Ramon)
Chão vermelho,
Desterro,
Rastro de memória
de um sonho esquecido (querido)
Na noite infans
Terra quente
Fértil de lembranças,
Insígnias,
Já não mais existência
Traço, ausência.
(setembro de 2009)
Mamateridade
Pés de lixa
Acariciam
O sono
Cheiro de fêmea
Guardado
Para poucos
- Exala....
Leite mina
E invade a fome
Espirram células
Que farão
Parte de mim
Marcas uma alma
Que se tornará
Clara,
Achatada,
Sem lembranças.
Tocas o que se perdeu
Na memória incompreensível
Guardas no corpo
Aquilo que já fui um dia
Sem saber da existência
Banha-me,
Raivosa,
Deixa escapar
Me tornas o que és
Me entornas
Com teu corpo.
(outubro de 2009)
Restos
Gemidos lambem
a memória
Teria sido real?
Cortinas camuflam
o tempo
Passagem para onde?
Espaços estihaçados
pela impermanência
Caminho para a dissolução?
Trincas no futuro
Reformas no presente
Ponte sobre um
rio?
* * *
A lua me invade com o seu grande olho
Entra e explode meus ossos
Joga com as horas
E me acompanha por dentro
Quando fui outra
Tornei-me meia
Inteira
Dúzia
Cheia
Mingua seu jorro
Suor sobre mim
Mistura matéria à espada
Histórias que vê e esconde
Quando fui eu
Serenei-me farta
Longa
Deusa
Nova.
Irradia seu dragão
Lança chama nos fantasmas
Luz ofusca breu
E insiste em se repetir
(outubro de 2009)
(Poemas inéditos de Fabíola Ramon)
Assinar:
Postagens (Atom)


